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quinta-feira, novembro 01, 2018

oi! o twolia não está mais sendo alimentado, agora estou no roupa real!

esse aqui vai ficar pro histórico da internet, mas não entra mais post novo. se quiser ler minhas ideias, o link tá ali em cima!

me faz uma visita lá!
beijão 💗

Aleatório

8 lojas de pochetes possíveis. {THE ULTIMATE LIST}

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

A vida acontece e sempre que a gente diz que desta água não bebereis, eventualmente nos afogareis. Jurei que não ia usar pochete porque "já tenho bolsa", mas o que eu não sabia é que a bolsa não oferece a verdadeira praticidade da pochete.

A gente já passou da fase de achar feio, até porque tem tudo quanto é modelo, mas eu te digo em verdade: a febre fez a bolsinha ficar CARA. E meu anjo, se é pra sair com um troço pendurado na minha cintura correndo risco de assalto (um breve abraço, carnaval), que seja um troço sustentável pro meu bolso.

A maioria das pochetes aqui vai até R$50, que é o preço que EU pagaria por uma. Eu tô dizendo que pochete acima de R$50 é cara? Não, eu tô dizendo que meu orçamento é R$50 para o acessório ~pochetes~. Tamo acertado? Acho muito que bom.

Achei a maioria das lojas no Facebook e no Instagram, e foi um GARIMPO real oficial. Tão todas espalhadas por esse Brasilzão e não achei NIÚMA em São Paulo que cumprisse o requisito. Seria um sinal? #buscageográfica

Boecker Bags - de R$35 a R$45

 De Vila Velha, no Espírito Santo. Tem pochetes em courino, tecido e holográficas. TOPÍSSIMAS.




Nara Prado Bolsas - R$49,90 até R$89,90

De Rio de Janeiro, Rio de Jenners. As pochetes da Nara são as mais divertidas e, na minha humilde opinião, as mais legais. Quem me conhece sabe que na verdade minha fantasia é jeans e camiseta, minha roupa de dia-a-dia é macacão de arco íris e glitter. Nara Prado me entende.




Pochetes Dalê - R$45

De Fortaleeeeeeza, no Ceará. Com 4 modelos gracinha disponíveis, todos por R$45. O atendimento na página do Facebook é extremamente rápido, ótimo! #vemdalear
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Reuse Loop - R$49

De Viçosa, Minas Gerais. A união de moda e upcycling criou a Reuse Loop em 2017 e segue acontecendo, ainda bem. Tem neutra e tem coloridona, pra agradar gregos e troianos mesmo.





Ystrella Arte e Moda - R$20 e R$25
De Recife. Achou que não ia ter pochete conceito? Pochete influencer? Achou errado, otário! (Inclusive, quando que vai vim: pochetes Choque de Cultura?). A Joanne costuras as pochetes e cria modelos divertidíssimos, como esse de abacaxi. Eu to muito apaixonadaaaaaaa! O tecido parece ser velboa ou feltro, e tem o acabamento PER-FEI-TO. Já tô encomendando a minha que eu não sou besta, nem nada.




Loja Banzo - de R$40 a R$50

De Belo Horizonte, Minas Gerais. Tem meus modelos favoritos de pochete por motivos de quase transparência. As cores são lindas, o acabamento parece ser ótimo e é a definição de básico pero no mucho que A MI ME GUSTA QUANDO BAJA POCHETES etc



Auderia Store - R$60
De Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Tem preço único e modelos super legais de plástico (!) uma boa pedida pra evitar molhar os pertences. Uma das minhas favoritas dentre as que conheci. Também fazem acessórios de cabeça bem maravigold, então se você quer pro próximo carnaval ou pra vida, é muito seu momento.





Calma Monga - de R$89,90 a R$129,90

De Parnamirim, Recife. A mais cara de todas, mas também com os modelos mais bonitos e diferentões. Particularmente estou apaixonada pela de tucano, achei conceitíssimo. Pelo que vi no Instagram, a faixa de preço é a que está ali em cima, mas como não consegui acessar a loja online, pode ser diferente.



Agora que tá todo mundo pronto pra consumir pochetes eu espero ser #notada por essas @marcas e ganhar um *mimo*. Será se podemos? Se você conhecer mais alguma marca, joga aí nos comentários que eu faço a curadoria e atualizo o post. 

Tudo seguro na cintura?

Beijo no cuore, até mais!

Aleatório

Essa grande trilha sem rumo chamada vida.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Começo esse post sem saber onde ele vai terminar, mas com a certeza de que direi POKAS (muitas) E BOAS (talvez nem tão boas assim)!!! Digo também que isso não é uma promessa de retorno, quiçá uma promessa, é só uma passadinha com dois beijinhos na bochecha acompanhado de um "não repara, é só uma lembrancinha".

Tava andando pelo vale da sombra da internet, como todos os dias, e pensando em como não ia fazer retrospectiva porque ninguém tem tempo pra isso. Segura essa informação. Hoje, por um acaso acabei parando em algum link velho do blog e revisitei dois posts antigos. Só dois. Se eu revisitasse mais já tava excluindo tudo kkkk sério, ri mas não desacredita não. Um dos posts era sobre layouts que já tive e mencionava o "olha minha roupinha", um quadro de muito sucesso em 34 países, incluindo Curitiba. Resolvi dar uma olhada nessa extensa tag de TRÊS posts e aqui estou. É sobre o que eu vou falar. Sobre aquela pessoa de 2014.

Lembra aquela informação que você segurou ali em cima? Então, pode soltar já. Esse post é meio que uma retrospectiva.

se liga nesse gif de viagem no tempo que maneirinho

Lá em 2014, quando eu fiz o primeiro ~olha minha roupinha~, achei do alto de minha inocência que tinha atingido o nível máximo de conforto e estabilidade com meu corpo. Pois muito que bem, eu estava enganadíssima. Falei sobre como não ia mais me importar com o julgamento alheio, que ia aparecer na internet sem photoshop (o famoso "nada menos que sua obrigação, né linda?") e como tava pronta pra uma vida de liberdade e mulekagem 🤙🏽 . UMA FARSA.

Acontece que a vida toda eu - e grande parte das mulheres - fui ensinada que pra ser válida, tem que ser bonita. E pra ser bonita, tem que ser magra. Não importa se você é inteligente, bem-sucedida, engraçada, boa cidadã, incrível na cama ou qualquer outra qualidade. Essas coisas ficam em segundo plano. Ouvi muitas e muitas vezes da minha família pra eu "me cuidar, porque senão ia ficar igual minhas tias por parte de pai". Tias essas que eu conheci quando era muito bebê e não tenho referência nenhuma além das que me foram passadas, de que eram mulheres gordas. Independente de serem inteligentes, fortes, boas mães ou descobridoras da cura do HIV. Eu nem sei como elas são. Só não poderia ser igual a elas porque elas eram gordas. E eu cresci com essa cobrança constante de não ser gorda, porque se eu fosse, seria invalidada. Já adianto aqui que não vou falar que sofri gordofobia porque NÃO sofri e não sofro. Gordofobia é outra coisa. O que eu/nós vivemos chama pressão estética e para a surpresa de... ninguém, toda mulher passa por isso.

fingindo susto uau que forte

Cresci também com a constante necessidade de agradar. É do meu biotipo não ser magra tamanho 36. E como eu nunca fui magra 36, nunca agradei minha família de pessoas magras 36, ou pelo menos é assim que eu me senti todas as vezes que tive que ouvir comentários e cochichos sobre o meu corpo. Seus familiares te querem bem e isso e aquilo. Só que o bem deles não necessariamente tá preocupado com o seu bem. Porque estética não tá diretamente ligado com saúde, seja ela física ou mental.

Aos poucos minha preocupação foi diminuindo (entrei na terapia), eu fui amadurecendo (continuei na terapia), dando menos ouvido a opiniões externas (ainda na terapia) e começando a validar mais o que eu sentia em relação a mim (terapia d++++). Calma, não é agora que começa a história de superação, porque ela não vem (a terapia te ensina a lidar com isso também). Eu me via no espelho, em fotos e continuava reproduzindo os mesmos comentários ruins mentalmente, aqueles, que eu ouvia das outras pessoas. Me achava horrível, incapaz, fraca por não conseguir ser magra. Dieta atrás de dieta, nutricionista, endocrinologista e qualquer ista que você puder listar, eu fui em todos. Minha saúde sempre foi incrível, mas depois de vários anos de consumo exacerbado de Ana Maria com Toddynho meu colesterol ruim aumentou. Foi o estopim pra mais uma saga pra abaixar números e preocupações com a balança e restrições alimentares.

Passar uma vida toda tendo uma relação restritiva com a comida é destrutivo com a nossa cabeça. O corpo se acostuma. Mas a cabeça continua cobrando, desejando, fazendo com que a vontade seja maior do que a necessidade e isso desencadeia mais um monte de coisas problemáticas. Emotional eating ou o famoso "comendo meus sentimentos" é uma das piores associações que eu já fiz na vida. Triste? Um chocolatinho pra melhorar. Feliz? Um chocolatinho pra comemorar. Meio termo? Um chocolatinho cai bem. Só que nunca era um. Ou só o chocolatinho. E todo esse chocolatinho me fazia ficar no mesmo ou num lugar pior do que eu tava antes. Porque vem a culpa, o desespero e o sentimento de fracasso por ter se deixado levar pelos chocolatinhos da vida e ter ficado cada dia mais distante do magra 36.

Em algum momento em 2013/2014 eu fiquei bem doente da cabeça. Não era pouco não e só olhando pra trás e pras fotos é que eu consigo perceber o quanto. Tava num emprego que pagava pouco e exigia muito, a faculdade matando a felicidade que existia em mim (#dramas) e meu pai faleceu. Eu emagreci muito. Coisa de 10kg, bem rápido. Meu braço ficou extremamente fino, as roupas ficaram mais largas, mas a preocupação das pessoas era se eu "tava bem" por ter perdido ele. Isso de maneira bem superficial também, porque basta você responder um "tá tudo bem" que as pessoas ignoram o fato de que você CLARAMENTE não está bem. Ninguém me questionou sobre a perda de peso, ninguém comentou sobre o meu corpo e eu tive um pouco de paz em relação a essas cobranças. Eu continuava não gostando do que via, mas pelo menos ninguém vinha me lembrar sobre. Eu olho as fotos dessa época hoje e eu percebo como tava errado e ninguém falou nada. Eu me alimentava mal, dormia pouco, trabalhava muito, tinha horários corridos demais pra carga de estudo + trabalho que tava carregando, acompanhada da carga emocional que eu não sabia lidar. Mas eu tinha emagrecido. Muito. Então tudo bem, dava pra passar o pano por cima dessa.


em abril/2015. eu conseguia envolver todo o meu bíceps com a palma da minha mão. mas aí tudo bem, né?

Eu olho as fotos e lembro perfeitamente do sentimento de infelicidade que eu tinha grande parte do tempo. Aí o jogo virou e eu comecei a fazer o contrário de comer por qualquer coisa. Passei a contar calorias e ficar obcecada por rótulos de embalagens e porcentagens e valores diários e números, muitos números pra bater no final do dia uma conta de 1400kcal. Era o que eu consumia diariamente, no máximo. E se eu consumisse 100kcal a mais que isso, era um dia perdido. Comecei a comer cada vez menos e achava aquilo normal. Me olhava no espelho e continuava me achando horrível, incapaz e fraca por não conseguir ser magra. Mas eu já tinha emagrecido muito, só não conseguia enxergar no espelho. Via sempre aquela mesma imagem de quem não conseguia uma boa relação com a comida, muito menos com o próprio corpo.

Fiquei assim durante um bom tempo, tive um relacionamento (o que foi bom e ruim pra esse quesito) e depois do término, parei também com o anticoncepcional. Foi uma das fases de maior liberdade e curiosamente, de maior despreocupação da minha vida. Eu simplesmente abri mão de cuidar do meu corpo e de mim e fui seguindo. Sabia que estava saudável (se é que tudo isso que eu fazia pode ser chamado de saudável) e aos poucos fui largando os rótulos, as dietas, a paranoia de subir na balança semanalmente. E fui engordando tudo de novo. Fiz um exercício aqui, outro ali, mas não tava realmente interessada em mim. Passei um bom tempo ignorando meu reflexo no espelho. Acabei me encontrando com diversos discursos de positividade corporal e neutralidade corporal que basicamente te incentivam... a ser quem você é. Parece óbvio, mas é extremamente libertador quando você percebe que seu corpo não valida sua existência. E que ele vai ter marcas, furos, dobras, cicatrizes como o de todas as outras pessoas e você não tem que se sentir culpada por isso. Por ter o corpo que você tem e principalmente, o corpo que você PODE ter naquele momento. Nessa transição terminei a faculdade também e comecei o meu trabalho atual, que me influenciou muito a respeitar e entender o meu e outros corpos. Todos. De todos os jeitos.

A única coisa que me fez ter uma boa relação comigo, foi aprender que a única pessoa pra quem eu tenho que explicar meu corpo, sou eu.  Porque eu vivo nele e só eu vou viver essa relação pra sempre. Entender que se eu via beleza em outras mulheres que tinham os mesmo traços que eu, mas o que em mim era "defeito" e nelas era normal, o que eu precisava era ter a mesma gentileza que eu tinha com elas, comigo. Aos poucos eu parei de me cobrar de verdade. Não aquela cobrança que a gente fala na internet, mas que no fundo a gente continua falando silenciosamente pro nosso reflexo. A não-cobrança verdadeira, que diz "tá tudo bem" e sabe que tá tudo bem.

E eu recuperei todos aqueles quilos (ainda na terapia). E tive novas experiências (contei todas na terapia). E bebi (com 👍do terapeuta). E comi (quase chamando o terapeuta pra um almolanches). E não subi na balança, não contei calorias e nem fiquei me sentindo culpada depois. Passei por um estágio de negação, não vou mentir. Fiquei falando que "continuava com o mesmo peso" porque MAIS UMA VEZ as cobranças de emagrecimento começaram a surgir, só que eu já não tinha mais paciência pra ficar me justificando e não tinha mais vontade de me submeter àquelas torturas todas que já tinha passado. A diferença aqui, é que aquela pessoa de 2013 era infeliz e insegura demais pra entender que ser magra 36 não é necessariamente  ser feliz. Essa pessoa de 2017 já era feliz boa parte do tempo, ser magra ou não era um detalhe que não me preocupava mais.

Em toda essa trajetória, eu fiquei doente, fiquei boa, fiz transição capilar, perdi mais pessoas queridas, passei por umas histórias que eu ainda preciso me beliscar pra acreditar que são reais, comecei a correr, conhecer gente, me divertir e vou seguindo. Como eu falei lá em cima, não tem história de superação. Não superei nada. Não chegou no fim. Continuo fazendo o que eu acho certo e o que eu gosto, não o que ficam esperando de mim porque 👏 eu 👏 não 👏 vou 👏 agradar👏 de 👏 qualquer 👏 maneira 👏. As escolhas e atitudes começaram a ser minhas e não mais pra x ou y pessoa ou pra me encaixar em tal ambiente ou pra me sentir a vontade em tal momento. Eu me sinto à vontade comigo e já me basta.


dezembro/2017. eu não tô nem aí, meu anjão.

Importante dizer também que isso não é todo dia. Eu não sou pequeno raio de sol cheio de auto-estima toda hora. Mas também não sou feliz todos os dias. Nem por isso eu deixo de me considerar uma pessoa feliz ou diminuo a importância dessa felicidade só porque ela não está comigo 114% do tempo.
São vários processos e aos poucos a gente vai entendendo e vivendo todos eles de um jeito mais leve.

Esse post termina aqui, sem uma lição de moral valiosa. Só um beijo no seu cuore e um até mais.

Nois se vê por aí.

p.s. meu colesterol tá equilibrado há anos. desculpe @universo, não foi dessa vez que me dibrastes.
p.s. 2 - sua família provavelmente não quer seu mal, nem quer ser o motivo dos seus transtornos alimentares e psicológicos, assim como a minha não quis. isso não muda o fato de que comentários feitos "na boa intenção" podem ser igualmente destrutivos àqueles que são cheios de ódio.
p.s. 3 - não comente sobre o corpo alheio, a menos que solicitado. toma conta da sua vida. 
p.s. 4 - se você está tão preocupado com o peso alheio que simplesmente NÃO CONSEGUE MANTER SUA BOCA FECHADA, ao invés de falar "nossa, como você engordou/nossa, como você é gorda" num tom de reprovação, que tal falar "você precisa de alguma coisa? tá acontecendo algo que eu posso te ajudar? vamos fazer uma caminhada no parque? tem algum boleto seu vencendo? deixa que eu pago."


(fala comigo nos comentários, tô com saudade)