Aleatório

Essa grande trilha sem rumo chamada vida.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Começo esse post sem saber onde ele vai terminar, mas com a certeza de que direi POKAS (muitas) E BOAS (talvez nem tão boas assim)!!! Digo também que isso não é uma promessa de retorno, quiçá uma promessa, é só uma passadinha com dois beijinhos na bochecha acompanhado de um "não repara, é só uma lembrancinha".

Tava andando pelo vale da sombra da internet, como todos os dias, e pensando em como não ia fazer retrospectiva porque ninguém tem tempo pra isso. Segura essa informação. Hoje, por um acaso acabei parando em algum link velho do blog e revisitei dois posts antigos. Só dois. Se eu revisitasse mais já tava excluindo tudo kkkk sério, ri mas não desacredita não. Um dos posts era sobre layouts que já tive e mencionava o "olha minha roupinha", um quadro de muito sucesso em 34 países, incluindo Curitiba. Resolvi dar uma olhada nessa extensa tag de TRÊS posts e aqui estou. É sobre o que eu vou falar. Sobre aquela pessoa de 2014.

Lembra aquela informação que você segurou ali em cima? Então, pode soltar já. Esse post é meio que uma retrospectiva.

se liga nesse gif de viagem no tempo que maneirinho

Lá em 2014, quando eu fiz o primeiro ~olha minha roupinha~, achei do alto de minha inocência que tinha atingido o nível máximo de conforto e estabilidade com meu corpo. Pois muito que bem, eu estava enganadíssima. Falei sobre como não ia mais me importar com o julgamento alheio, que ia aparecer na internet sem photoshop (o famoso "nada menos que sua obrigação, né linda?") e como tava pronta pra uma vida de liberdade e mulekagem 🤙🏽 . UMA FARSA.

Acontece que a vida toda eu - e grande parte das mulheres - fui ensinada que pra ser válida, tem que ser bonita. E pra ser bonita, tem que ser magra. Não importa se você é inteligente, bem-sucedida, engraçada, boa cidadã, incrível na cama ou qualquer outra qualidade. Essas coisas ficam em segundo plano. Ouvi muitas e muitas vezes da minha família pra eu "me cuidar, porque senão ia ficar igual minhas tias por parte de pai". Tias essas que eu conheci quando era muito bebê e não tenho referência nenhuma além das que me foram passadas, de que eram mulheres gordas. Independente de serem inteligentes, fortes, boas mães ou descobridoras da cura do HIV. Eu nem sei como elas são. Só não poderia ser igual a elas porque elas eram gordas. E eu cresci com essa cobrança constante de não ser gorda, porque se eu fosse, seria invalidada. Já adianto aqui que não vou falar que sofri gordofobia porque NÃO sofri e não sofro. Gordofobia é outra coisa. O que eu/nós vivemos chama pressão estética e para a surpresa de... ninguém, toda mulher passa por isso.

fingindo susto uau que forte

Cresci também com a constante necessidade de agradar. É do meu biotipo não ser magra tamanho 36. E como eu nunca fui magra 36, nunca agradei minha família de pessoas magras 36, ou pelo menos é assim que eu me senti todas as vezes que tive que ouvir comentários e cochichos sobre o meu corpo. Seus familiares te querem bem e isso e aquilo. Só que o bem deles não necessariamente tá preocupado com o seu bem. Porque estética não tá diretamente ligado com saúde, seja ela física ou mental.

Aos poucos minha preocupação foi diminuindo (entrei na terapia), eu fui amadurecendo (continuei na terapia), dando menos ouvido a opiniões externas (ainda na terapia) e começando a validar mais o que eu sentia em relação a mim (terapia d++++). Calma, não é agora que começa a história de superação, porque ela não vem (a terapia te ensina a lidar com isso também). Eu me via no espelho, em fotos e continuava reproduzindo os mesmos comentários ruins mentalmente, aqueles, que eu ouvia das outras pessoas. Me achava horrível, incapaz, fraca por não conseguir ser magra. Dieta atrás de dieta, nutricionista, endocrinologista e qualquer ista que você puder listar, eu fui em todos. Minha saúde sempre foi incrível, mas depois de vários anos de consumo exacerbado de Ana Maria com Toddynho meu colesterol ruim aumentou. Foi o estopim pra mais uma saga pra abaixar números e preocupações com a balança e restrições alimentares.

Passar uma vida toda tendo uma relação restritiva com a comida é destrutivo com a nossa cabeça. O corpo se acostuma. Mas a cabeça continua cobrando, desejando, fazendo com que a vontade seja maior do que a necessidade e isso desencadeia mais um monte de coisas problemáticas. Emotional eating ou o famoso "comendo meus sentimentos" é uma das piores associações que eu já fiz na vida. Triste? Um chocolatinho pra melhorar. Feliz? Um chocolatinho pra comemorar. Meio termo? Um chocolatinho cai bem. Só que nunca era um. Ou só o chocolatinho. E todo esse chocolatinho me fazia ficar no mesmo ou num lugar pior do que eu tava antes. Porque vem a culpa, o desespero e o sentimento de fracasso por ter se deixado levar pelos chocolatinhos da vida e ter ficado cada dia mais distante do magra 36.

Em algum momento em 2013/2014 eu fiquei bem doente da cabeça. Não era pouco não e só olhando pra trás e pras fotos é que eu consigo perceber o quanto. Tava num emprego que pagava pouco e exigia muito, a faculdade matando a felicidade que existia em mim (#dramas) e meu pai faleceu. Eu emagreci muito. Coisa de 10kg, bem rápido. Meu braço ficou extremamente fino, as roupas ficaram mais largas, mas a preocupação das pessoas era se eu "tava bem" por ter perdido ele. Isso de maneira bem superficial também, porque basta você responder um "tá tudo bem" que as pessoas ignoram o fato de que você CLARAMENTE não está bem. Ninguém me questionou sobre a perda de peso, ninguém comentou sobre o meu corpo e eu tive um pouco de paz em relação a essas cobranças. Eu continuava não gostando do que via, mas pelo menos ninguém vinha me lembrar sobre. Eu olho as fotos dessa época hoje e eu percebo como tava errado e ninguém falou nada. Eu me alimentava mal, dormia pouco, trabalhava muito, tinha horários corridos demais pra carga de estudo + trabalho que tava carregando, acompanhada da carga emocional que eu não sabia lidar. Mas eu tinha emagrecido. Muito. Então tudo bem, dava pra passar o pano por cima dessa.


em abril/2015. eu conseguia envolver todo o meu bíceps com a palma da minha mão. mas aí tudo bem, né?

Eu olho as fotos e lembro perfeitamente do sentimento de infelicidade que eu tinha grande parte do tempo. Aí o jogo virou e eu comecei a fazer o contrário de comer por qualquer coisa. Passei a contar calorias e ficar obcecada por rótulos de embalagens e porcentagens e valores diários e números, muitos números pra bater no final do dia uma conta de 1400kcal. Era o que eu consumia diariamente, no máximo. E se eu consumisse 100kcal a mais que isso, era um dia perdido. Comecei a comer cada vez menos e achava aquilo normal. Me olhava no espelho e continuava me achando horrível, incapaz e fraca por não conseguir ser magra. Mas eu já tinha emagrecido muito, só não conseguia enxergar no espelho. Via sempre aquela mesma imagem de quem não conseguia uma boa relação com a comida, muito menos com o próprio corpo.

Fiquei assim durante um bom tempo, tive um relacionamento (o que foi bom e ruim pra esse quesito) e depois do término, parei também com o anticoncepcional. Foi uma das fases de maior liberdade e curiosamente, de maior despreocupação da minha vida. Eu simplesmente abri mão de cuidar do meu corpo e de mim e fui seguindo. Sabia que estava saudável (se é que tudo isso que eu fazia pode ser chamado de saudável) e aos poucos fui largando os rótulos, as dietas, a paranoia de subir na balança semanalmente. E fui engordando tudo de novo. Fiz um exercício aqui, outro ali, mas não tava realmente interessada em mim. Passei um bom tempo ignorando meu reflexo no espelho. Acabei me encontrando com diversos discursos de positividade corporal e neutralidade corporal que basicamente te incentivam... a ser quem você é. Parece óbvio, mas é extremamente libertador quando você percebe que seu corpo não valida sua existência. E que ele vai ter marcas, furos, dobras, cicatrizes como o de todas as outras pessoas e você não tem que se sentir culpada por isso. Por ter o corpo que você tem e principalmente, o corpo que você PODE ter naquele momento. Nessa transição terminei a faculdade também e comecei o meu trabalho atual, que me influenciou muito a respeitar e entender o meu e outros corpos. Todos. De todos os jeitos.

A única coisa que me fez ter uma boa relação comigo, foi aprender que a única pessoa pra quem eu tenho que explicar meu corpo, sou eu.  Porque eu vivo nele e só eu vou viver essa relação pra sempre. Entender que se eu via beleza em outras mulheres que tinham os mesmo traços que eu, mas o que em mim era "defeito" e nelas era normal, o que eu precisava era ter a mesma gentileza que eu tinha com elas, comigo. Aos poucos eu parei de me cobrar de verdade. Não aquela cobrança que a gente fala na internet, mas que no fundo a gente continua falando silenciosamente pro nosso reflexo. A não-cobrança verdadeira, que diz "tá tudo bem" e sabe que tá tudo bem.

E eu recuperei todos aqueles quilos (ainda na terapia). E tive novas experiências (contei todas na terapia). E bebi (com 👍do terapeuta). E comi (quase chamando o terapeuta pra um almolanches). E não subi na balança, não contei calorias e nem fiquei me sentindo culpada depois. Passei por um estágio de negação, não vou mentir. Fiquei falando que "continuava com o mesmo peso" porque MAIS UMA VEZ as cobranças de emagrecimento começaram a surgir, só que eu já não tinha mais paciência pra ficar me justificando e não tinha mais vontade de me submeter àquelas torturas todas que já tinha passado. A diferença aqui, é que aquela pessoa de 2013 era infeliz e insegura demais pra entender que ser magra 36 não é necessariamente  ser feliz. Essa pessoa de 2017 já era feliz boa parte do tempo, ser magra ou não era um detalhe que não me preocupava mais.

Em toda essa trajetória, eu fiquei doente, fiquei boa, fiz transição capilar, perdi mais pessoas queridas, passei por umas histórias que eu ainda preciso me beliscar pra acreditar que são reais, comecei a correr, conhecer gente, me divertir e vou seguindo. Como eu falei lá em cima, não tem história de superação. Não superei nada. Não chegou no fim. Continuo fazendo o que eu acho certo e o que eu gosto, não o que ficam esperando de mim porque 👏 eu 👏 não 👏 vou 👏 agradar👏 de 👏 qualquer 👏 maneira 👏. As escolhas e atitudes começaram a ser minhas e não mais pra x ou y pessoa ou pra me encaixar em tal ambiente ou pra me sentir a vontade em tal momento. Eu me sinto à vontade comigo e já me basta.


dezembro/2017. eu não tô nem aí, meu anjão.

Importante dizer também que isso não é todo dia. Eu não sou pequeno raio de sol cheio de auto-estima toda hora. Mas também não sou feliz todos os dias. Nem por isso eu deixo de me considerar uma pessoa feliz ou diminuo a importância dessa felicidade só porque ela não está comigo 114% do tempo.
São vários processos e aos poucos a gente vai entendendo e vivendo todos eles de um jeito mais leve.

Esse post termina aqui, sem uma lição de moral valiosa. Só um beijo no seu cuore e um até mais.

Nois se vê por aí.

p.s. meu colesterol tá equilibrado há anos. desculpe @universo, não foi dessa vez que me dibrastes.
p.s. 2 - sua família provavelmente não quer seu mal, nem quer ser o motivo dos seus transtornos alimentares e psicológicos, assim como a minha não quis. isso não muda o fato de que comentários feitos "na boa intenção" podem ser igualmente destrutivos àqueles que são cheios de ódio.
p.s. 3 - não comente sobre o corpo alheio, a menos que solicitado. toma conta da sua vida. 
p.s. 4 - se você está tão preocupado com o peso alheio que simplesmente NÃO CONSEGUE MANTER SUA BOCA FECHADA, ao invés de falar "nossa, como você engordou/nossa, como você é gorda" num tom de reprovação, que tal falar "você precisa de alguma coisa? tá acontecendo algo que eu posso te ajudar? vamos fazer uma caminhada no parque? tem algum boleto seu vencendo? deixa que eu pago."


(fala comigo nos comentários, tô com saudade)

Minha coleção de óculos de grau {até R$30!}

sexta-feira, agosto 11, 2017

Olá braziliansssss! 100% inspirada num post do Zé do Melhor Ângulo, resolvi fazer um apanhado dos meus óculos de grau. Muita gente me pergunta sobre eles, onde eu compro, qual meu grau e esse é um post definitivo (até agora RISOS) pra desmistificar todas essas questões.




Pra começar, uma breve recapitulada na minha história com essas belezinhas. Comecei a usar óculos circa 2009 e tinha uma armação que não tinha NADA a ver comigo. Era vermelha, fininha e nem cobria todo meu olho. Na época lembro perfeitamente que paguei R$350 e nunca tinha pago esse valor em nada na minha vida. Foi bem caro porque era Fause Haten - que eu fui descobrir anos depois na faculdade quem era, rs.

Na real, aquela armação foi um erro de principiante e depois que ela quebrou numa viagem para Porto Seguro (náutico de coração, etc) eu me vi obrigada a comprar uma nova. Só que eu sempre achei muito absurdo o preço das armações, principalmente pela minha falta de cuidado. Há 7/8 anos atrás o dólar era bem baixinho e o brasileiro - eu, inclusive - tava descobrindo a magia do AliExpress, e foi aí que eu investi na minha primeira armação 103% made in China. 



Eu comprei essa armação estilo Clubmaster e HOJE ela custa R$13. Na época ela deve ter custado uns R$7. Eu fico em choque com essa possibilidade. De R$300 pra R$7 eu vou usar uma palavra só pra definir: E CO NO MI A. Usei essa armação por vários anos, comecei com a tortoise, passei pra preta e depois voltei pra tortoise. Tive um relacionamento sério com elas durante toda minha faculdade e até um ano depois se não me engano.

Descobri que esse tamanho de lente é o ideal pra mim e contrariando a minha expectativa, não ficava tão chamativo quanto eu achava que ia ficar. Acho que esse foi meu medo quando comprei a primeira armação, queria disfarçar que não usava óculos e, gente: não adianta, sai dessa. Assume o óculos e faz dele sua arma de sedução kkkkk brinks ou não




Essas foram as armações que eu comecei a usar há um ano e meio, dois anos atrás e agora falo que são as armações da minha vida, mas que não duvido nada que daqui dois anos eu encontre novas armações da minha vida hahaha. O tamanho da lente é bom, eu gosto muito da leveza e principalmente por ter várias opções de cor. Usei a tortoise (que quebrou duas vezes, tudo bom contigo?), passei pra rosinha e depois engatei na transparente, que vai me levar pras próximas armações. 





Passo no oftalmo anualmente, então depois que meu grau deu uma estagnada e até reduziu em um dos olhos eu resolvi comprar mais armações. Como tava DOENTE pela coisa da transparência, comprei todas nessa estilera top porque eu não me respeito. Eu não tenho noção. Comigo é 8 ou 80, infelizmente. São todas bem levinhas também e muito confortáveis. Algumas não têm grau porque tão como reserva pra uma possível quebra (eminente) e porque estamos economizando também. Pago em torno de R$70 nas minhas lentes, mas de migalha em migalha falimos, né mores?!

IMPORTANTE: Sobre a minha responsabilidade social ao comprar no AliExpress.
A maioria das armações brasileiras são feitas na China e aqui eles só revendem com preços absurdos e eu fui perceber isso quando procurei minha segunda armação lá atrás (inclusive as assinadas por estilistas risos nervosos). Olha sua armação aí, vê se ela não é made in China. Recentemente conheci umas lojas que fazem armações aqui no Brasil, mas caímos no mesmo rolê dos R$300. Gente, eu honestamente eu não tenho esse dinheiro todo. Considerando que eu vou quebrar a armação em um mês. Sendo bem honesta aqui, desculpa. Além disso, essas peças são feitas em máquinas considerando o material (acetato e metal) então a chance de ter trabalho escravo envolvido reduz. REDUZ, não acaba. Isso não me exime de culpa, mas se eu tenho que dar dinheiro pra alguém nessa cadeia, que seja diretamente pro produtor, não pro dono de ótica aqui no Brasil que age de má fé e ganha 3000% em cima. Sei lá. Posso mudar de opinião a qualquer momento.

Hoje o meu grau estagnou, como já disse; Tenho 2.5 e 2.25 de miopia e 0.25 de astigmatismo o que não é muito, por isso minhas lentes são baratas. Sei que dá pra usar essas armações com graus mais altos, tipo até uns 7, mas não agarantcho. A durabilidade delas é boa, seria ainda melhor se eu não fosse uma ridícula que estraga tudo eheheheheheh. O mais caro dessa lista custou R$26 (na conversão de hoje) e os links tão abaixo, junto com o vídeozinho que eu fiz :) No vídeo tem fotos minhas usando todos também.




{1} http://bit.ly/armacaometal

{2} http://bit.ly/armacaotransparente

{3} http://bit.ly/armacaotransparente (o link dos dois é igual pq o mesmo produto tem mais de uma opção)

{4} não está mais disponível para venda. mas é só pesquisar clubmaster no ali que tem vários!

{5} http://bit.ly/armacaorosa

{6} http://bit.ly/armacaotransparente2

É isso, meus anjinho! Espero que cês gostem de saber de tudo isso e se tiverem mais alguma dúvida, a caixa de comentários tá sempre aberta.

Beijo no cuore, até mais!

Aleatório

Brechó Tour #1 - Ipiranga {SP} (ou, 8 brechós baita massa pra você renovar o guarda roupa)

domingo, julho 23, 2017

Olá, meus cheirosos e cremosos! Tô bem de volta por um motivo especial: Tem brechó tour!

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Faz algum tempo já que eu tenho procurado conteúdo sobre brechós na internet, em especial em blogs e no YouTube, mas pra minha decepção, nada era e x a t a m e n t e o que eu tava procurando; ou seja, bem detalhado e com excesso de informações até. Como diz o ditado, se você quer algo bem feito, faça você mesmo então LÁ FUI EU acompanhada de Carlicórnio fazer um tour SINISTRO por 11 brechós aqui em São Paulo. Infelizmente só conseguimos ir em 8 da minha lista, mas isso dá um gás pra continuar na busca e trazer mais conteúdo :)
Edit 1: Eu pretendo fazer disso uma série, mas não tenho certeza se vou conseguir. Espero que sim!

Edit 2: No final do post tem o vídeo com a nossa tour e o resultado do desafio sai em breve.

Edit 3: Notei que existe uma diferença entre bazar x brechó. O bazar geralmente é beneficente, de alguma instituição que reverte o dinheiro recebido pra alguma causa. Os preços são muito baixos porque as peças vêm de doação. O brechó tem uma pegada mais de compra e revenda de roupas usadas ou semi-novas.

  • Bazar MAESP - av. do cursino, 377
É um dos bazares mais baratos que a gente foi. Tem bastante roupa feminina e masculina, principalmente de frio, mas acredito que é por causa da época do ano. Tem brinquedo, bolsa, acessório, livro, mas nada em grandes quantidades. Tem coisa muito boa e coisa mais ou menos.

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
8/10. Não tinha muita peça manchada ou estragada.

• IDADE DAS ROUPAS:
9/10. Tem bastante roupa atual! Não é nada muuuuuito velho. Mas tem coisas mais antigas, tipo um VHS :)

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
5/10. Apesar de usar um tamanho fácil de achar (40/42), percebi que o máximo é até aí, tanto nesse quanto nos outros brechós. Pra quem usa mais do que 46 provavelmente é um desafio maior, porque as peças são bem pequenas.

• ACESSIBILIDADE:
Fica no meio da Av. do Cursino, é bem fácil de chegar de metrô/ônibus. Quanto à acessibilidade pra cadeirante, não é das melhores, mas o espaço é circulável.

• PREÇOS:
10/10. Peças bem baratas, na média de R$5.

• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça-organizada. É meio bagunçado, tem bastante coisa pra garimpar, mas na medida do possível dá pra se virar.

• PROVADOR:
Um biombo daqueles antigos, serve? Serve, uai.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Sem choro, nem vela. Os preços já são mínimos, não existe desconto.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro e cartão de débito :)

• ATENDIMENTO:
9/10. Todo mundo simpático e solícito, menos uma mocinha.

  • NICE BRECHÓ - r. tupanaci, 194
Bem baratinho também e provavelmente o mais organizado de todos! Tem bastante variedade de roupas femininas, masculinas não muito. Sapatos e bolsas tem bastante também :)

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
10/10. Na minha opinião, tinha as roupas em melhor estado de todos.

• IDADE DAS ROUPAS:
9/10. Tem bastante roupa atual também, mas é brechó, sempre tem uma coisinha aqui ou ali que não é muito nova.

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
5/10. Mesma história dos outros. Tamanhos acima do 46 são raridade.

• ACESSIBILIDADE:
Eu e Carla fomos a pé e, honestamente, não é o caminho mais fácil. Não sei dizer se passa ônibus por ali, mas do metrô é uma boa caminhada. Pra cadeirante não é o melhor espaço, tem degraus e os corredores são curtinhos.

• PREÇOS:
8/10. Peças baratas, na média de R$12.

• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó organizado. Pro meu gosto não tem muuuuita peça garimpável, mas tem uns achados incríveis como a jaqueta do vídeo.

• PROVADOR:
Tem sim, bem bonitinho.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Dá pra negociar sim :)

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro, somente.

• ATENDIMENTO:
10/10. Tomamos até aguinha.

  •  IHDI - r. lord cockrane, 505
O melhor de todos, por muitos motivos mas o principal deles, é o bem que eles fazem :) Fui sem expectativa nenhuma e saí surpresa e feliz. A quantidade de peças femininas x masculinas é mista e tem pouquinho sapato. O acervo não é grande no geral, mas tem coisa boa. Muito jeans!

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
6/10. É o que tinha as roupas mais surradinhas, mas indo com coragem dá pra achar coisa boa. 

• IDADE DAS ROUPAS:
9/10. As roupas são atuais, sim. 

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
7/10. Foi onde achei a maior quantidade de calças jeans com tamanhos maiores (54, 56...)

• ACESSIBILIDADE:
A Lord Cockrane não é difícil de chegar, apesar de ser um pouquinho longe do metrô Sacomã. Já a acessibilidade pra cadeirantes é impossível. É impossível pra maioria das pessoas, na verdade hahahah 
• PREÇOS:
10/10. Comprei uma calça jeans, uma camisa jeans e uma cortina. POR SEIS REAIS. E tudo em bom estado. É de R$0,50 a R$5, no máximo!

• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça-total. Boa sorte no garimpo.

• PROVADOR:
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar. Consegui experimentar a calça porque só tinha eu, Carla e a senhora do brechó lá e porque eu sou treinada em trocar de roupa como se tivesse no BBB. Faço isso por esporte.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Bicho, deixa disso. Coisa a R$2, dinheiro sendo revertido pra assistência social e tu querendo desconto? Misericórdia.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro.

• ATENDIMENTO:
12/10. Melhor atendente do mundo. Simpática, solícita, amor de pessoa mesmo.

  • Brechó Shallom - r. clemente pereira, 573
Um que me decepcionou também, mas porque fui com expectativas muito altas, infelizmente. É um bom brechó, só não ganhou meu coração como eu esperava. Tem MUITA peça feminina de todo tipo, desde roupa casual até fantasia. Sapatos tem poucos, mas todos em bom estado. Tem fantasia e até roupa de festa! A moça que atendeu a gente disse receber muita jaqueta jeans (nosso alvo), mas a gente foi num dia que só tinha 2.

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
10/10. As melhores roupas estão ali. Não vi nada rasgado, furado, manchado, nada! E peguei bastante coisa na mão, além de experimentar algumas mais. 
• IDADE DAS ROUPAS:
8/10. Você quer anos 80, @? Tem bastante coisa antiguinha, mas tem coisa atual também.

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
8/10. O acervo é grande, tem uma variedade grande de tamanhos. Mas nada muito acima do 56/58.

• ACESSIBILIDADE:
É uma travessa da Silva Bueno (se não me engano), o que torna o acesso fácil de ônibus. Infelizmente, mais uma vez, nada fácil pra cadeirantes porque é bem bagunçadinho, especialmente no fundo da loja.

• PREÇOS:
7/10. As peças são um pouco caras em termos de brechó. São de boa qualidade, mas no meu conceito, estão um pouquinho acima da média. Em torno de R$30. 
• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça-organizada. Mas mais bagunça do que organizada hehehe

• PROVADOR:
Tem, e você divide o espaço com a bagunça.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Não muita. Dá pra desmembrar conjuntos e levar coisas isoladas, mas não é o melhor pra negociar não.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro.

• ATENDIMENTO:
7/10. Foi meio estranho, sabe? A moça ficou conversando com outra mulher durante o atendimento e não mostrou muito interesse ou pro-atividade no geral.

  • Brechó Lavé Tá Nouvelle - r. oliveira Alves, 721
Uma surpresa feliz também! Pelo nome achei que seria o mais caro, mas tem os preços bem justos! O espaço é bem bacana, porque além de brechó tem uma balada, lounge e palco na parte de trás e depois do expediente de brechó, rolam umas festinhas. Tem bastante peça feminina, algumas masculinas e alguns sapatos/acessórios. Atenção especial pros cintos, que achei os melhores de todos os brechós. Ah, achei minhas duas jaquetas jeans lá! Foram achados MESMO, as duas últimas da loja.

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
10/10. Não vi nada ruim. Todas as peças que peguei estavam em boas condições, sem manchas, furos, rasgos, mal cheiro, nada.
• IDADE DAS ROUPAS:
8/10. É uma mistura do Brasil com Egito entre coisas mais atuais e mais datadas.

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
6/10. Seis de dez porque achei uma calça 52? Mas ela serviu em mim?

• ACESSIBILIDADE:
É uma travessa da Silva Bueno também, mas beeeeem no alto dela. Passa ônibus ali perto!

• PREÇOS:
8/10. Não é baratíssimo, mas os preços são justos. A média é de R$7.
• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça-organizada. Tem umas coisinhas perdidas aqui e ali, mas no geral é tudo organizadinho. Uma das melhores infraestruturas entre esses brechós que fomos, na minha opinião.

• PROVADOR:
Tem sim, bem arrumadinho. O melhor de todos.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Não tentei negociar porque os preços são tabelados por categoria.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro.

• ATENDIMENTO:
10/10. A moça que atendeu a gente foi mega solícita e simpática também :)

BONUS ROUND!!!

No meio do caminho encontramos mais dois brechós que estavam fora da lista, mas que fizeram seus nomes e vieram parar aqui.

  • Brechó Beneficente Lar Chico Xavier - r. lord cockrane, 594
Depois de sair do bazar do IHDI, descendo a rua achamos esse outro bazar. Foi uma boa surpresa porque tem bastante coisa legal e além de roupas, LIVROS. Aquele da Marie Kondo, sabe? Da arrumação? R$4. Não trouxe pois infelizmente acho que vai justamente de encontro oposto com o hábito de comprar em brechós, acúmulos etc. RISOS. Tem só roupa feminina, alguns sapatos e livros, livros, livros.

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
7/10. O mais fraquinho nesse aspecto. Tinha bastante roupa machucada, manchada, furada etc.
• IDADE DAS ROUPAS:
9/10. Não é nada veeeeeeeeeeeeeeelho, não. Só não está no melhor estado. Tinha uma jaqueta perfecto, por exemplo, mas estava com o braço rasgado.

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
3/10. É um acervo pequeno, logo não tem variedade. Os tamanhos são limitados.

• ACESSIBILIDADE:
A Lord Cockrane não é difícil de chegar, apesar de ser um pouquinho longe do metrô Sacomã. Já a acessibilidade pra cadeirantes é impossível. É impossível pra maioria das pessoas, na verdade hahahah

• PREÇOS:
10/10. Bem baratinho, a partir de R$0,50, mas a média é de R$5.

• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça. Bem bagunça

• PROVADOR:
Tem um banheiro onde você pode provar as peças e um espelho do lado de fora. Bem de boas.

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Dá negócio sim, viu.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro.

• ATENDIMENTO:
10/10. Um senhor bem simpático nos atendeu.

  • Brechó da Maria/Orlando - r. silva bueno, altura do nº 1930
Que loucura esses brechós, minha gente. Achamos no meio do caminho também, e fomos atraídas pelo sonho da jaqueta própria, risosssssss. Infelizmente o da Maria é bem fraquinho, tem pouca roupa e tudo mais ou menos, mas o do Orlando... Meu anjinho... Que loucura. 35 MIL PEÇAS. TÁ BOM PRA VOCÊ, @? As informações abaixo são em relação ao Brechó do Orlando.

INFOS ESPECIAIS:

• QUALIDADE DAS ROUPAS:
7/10. Tem muita coisa boa, mas tem muita coisa mais ou menos também.
• IDADE DAS ROUPAS:
9/10. Bicho, é tudo praticamente novo. É assustador.

• VARIEDADE DE TAMANHOS:
???/10. É um acervo GIGANTOTESCO. Eu não faço a menor ideia da extensão de tamanhos que ele tem. Mas se você pedir, ele tem. Eu tenho certeza.
• ACESSIBILIDADE:
A Silva Bueno é uma rua principal, fácil de chegar e tal. Agora, esquece o brechó do Orlando se você for cadeirante. Além das escadas, você tem que entrar com uma retroescavadeira pra conseguir sobreviver no meio de tanta roupa. É sufocante, quase.

• PREÇOS:
5/10. Pô, aí Orlando pesou pra nós. A média é de R$50 (o mais caro :/) mas as peças são incrivelmente boas. Semi-novas no melhor sentido da palavra. 
• TIPO DE BRECHÓ:
Brechó bagunça. Baguncíssima. Nivel acumuladores. Nível por favor alguém chame ajuda acho que o braço daquela jaqueta acabou de me abraçar sozinho.

• PROVADOR:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK TA LOUCO?????

• FACILIDADE DE NEGOCIAÇÃO/DESCONTO:
Se for com jeitinho, quem sabe. Ou se fizer uma compra grande.

• FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro, provavelmente.

• ATENDIMENTO:
10/10. Apesar de não ser o melhor brechó para compras, sr. Orlando foi DEEEEEEEEEEZ. Muito engraçado e gente boa, solícito pacas e muito honesto em relação ao formato de trabalho dele. Foi uma experiência, no mínimo, divertida.

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MEU DEU DU CEU BRAZILIANS, QUE POSTZÃO. EU TÔ CANSADA. Depois de todo esse trabalho eu quero no mínimo 10 mil like SE VIRA COMPRA BOT AÍ QUE EU QUERO SER APRECIADA, JÁ!!!

Eu espero que vocês aproveitem essas infos e gostem desse tipo de post, porque apesar do trabalhão, eu adorei fazer :) Aqui embaixo tem o vídeo e como já disse lá em cima, logo sai a parte 2 com as compras/looks/desafio!



É isso mia gente! Beijo no cuore, até mais! ❤