Multiplicando com Ed Sheeran.

segunda-feira, julho 21, 2014

O que falar desse ruivinho que eu conheço bastante e considero pakas? Na real, sou sempre só elogios pro menino Ed (como eu chamo ele intimamente........ nos meus sonhos), mas no último álbum, o garoto não arrebatou meu coração como fez no seu disco antecessor + (Plus). Tá preparado pra ouvir minha opinião despreparada? Então vemmm!!

P.S. Se você não quer ouvir uma opinião razoavelmente negativa sobre algo que você gosta e vai acabar falando que "é recalque" ou que "tá uma m*rda" só porque você não consegue aceitar opiniões diferentes das suas: por favor, saia. Caso contrário, adoro debater com gente pensante.



capa alternativa >>> capa padrão

Antes de começar a ouvir o X (Multiply), eu tinha várias expectativas. Várias mesmo. Tipo... Várias. Quem vem de um álbum bom no repeat, espera nada menos que um álbum ótimo no repeat. E já em minha defesa, não gosto muito de fazer comparações, entendo completamente que música é uma coisa de evolução e que um artista não tem que fazer de todo álbum bom um volume 2 (apesar de que seria ótimo, né amigos), mas nesse caso, foi impossível não me perguntar o que deu errado no meio do caminho. Vou tentar explicar isso da melhor maneira possível, mas talvez eu falhe. Aconteceu que no X nós temos o mesmo Ed Sheeran do +. A mesma pegada, dessa vez com letras de razoáveis a boas e melodias igualmente de razoáveis a boas. Só que não ornou. 

Do começo: se você ouviu "Sing" assim que foi lançada como single (e já tinha conhecimento da mina de ouro que é o +), provavelmente sentiu que vinha bomba. A música foi co-escrita pelo Pharrell Williams, que de uns tempos pra cá só tem emplacado hits e deixado a gente pulando de felicidade nas festinhas da tchurma, mas que pesou a mão na hora de ajudar o ruivo. "Sing" seria o equivalente a versão ruim de "Drunk", com um refrão pegajoso e com uma história que eu não tenho interesse de ouvir, porque outros 15 artistas já me contaram em outras músicas de uma maneira bem parecida. Tem cara de single. Tem cheiro de single. Soa como single. E pra mim, perde a graça por me passar a eterna impressão de "feita pra vender". Dentro do próprio álbum a música parece mal colocada, sem formar uma unidade com tudo que vem antes e depois.



Até aí tudo bem. Nem todo álbum é composto 100% de músicas incríveis, então bora dar mais uma chance. Eu sou bem generosa com essa coisa de primeira impressão, até deixo passar. Mas vou deixar no ar a informação de que a produção toda também tem dedinho do Pharrell, ok? Ok.

Daí resolvi apostar alto e fui direto pra versão Deluxe (#músicaostentação) porque queria ver tudo de bom que esse álbum tinha a me oferecer. E olha, se decepção fosse uma faquinha de rocambole, ela certamente estaria cortando meus pulsos agora. Começamos com "One", uma música linda, a esperança de que SIM, há salvação e ela se inicia ali. Delicada, letra bonita, melodia que te leva... TEMOS ELE DE VOLTA, SENHORES. Você aplaude, uma lágrima escorre e "I'm A Mess" começa. Daí pra frente é só barranco, salvando apenas "Photograph" e "Tenerife Sea". Nada te prende, nem te toca. A gente ouve rap, ouve pop, ouve romântico e eu gosto cada vez menos. E agora, contrariando todas as expectativas e provavelmente fazendo o coração de toda fangirl pular uma batida, devo dizer: "I See Fire" é uma música decepcionante. O sentimento geral é meh, as melodias são meh e as letras... #euacredito e continuo lendo pra encontrar um ponto de esperança.

Um rápido adendo sobre "Don't", sobre "Don't" ser um single e sobre os rumores de "Don't": Poderíamos passar sem essas. Seguindo em frente.

Ouso dizer que a habilidade vocal do Ed foi muito mal explorada e até prejudicada. Em alguma músicas é fácil de encontrar agudos nunca antes vistos e com problemas de execução. Parece que fica pela metade, faltando alcance e intimidade com esse tipo de tom. Não sei se foram desafios pessoais a serem superados ou se rolou uma pressão pra tornar tudo mais comercial, mas sinto que perdemos um pouquinho de autenticidade de dois anos pra cá, e principalmente de liberdade de fazer tudo "do jeito que eu quero".

Não vou discorrer sobre cada música do álbum porque não é minha cara ficar xoxando e puxando as coisas pra baixo eternamente e mais do que eu já fiz aqui. Mas na minha opinião, X é um álbum que merece 2,5 twolinhas pelo respeito que o Ed conquistou no + e pela boa vontade de produzir um cd por dois anos e entregar um trabalho com 3 músicas agradáveis. É claro que isso é SÓ minha opinião.


E é por isso que eu quero saber a sua. Já ouviu o X? Já conhecia o trabalho do menino Ed com o +? Se sim, conta pra mim nos comentários, eu realmente quero saber de você se eu tô tão errada sobre isso tudo.

Ed, lumiére over me, darling. Beijo no cuore, até mais.

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